sexta-feira, 28 de setembro de 2018

Liderença Transcendental

"... Acredito que a angústia mais arraigada, indizível e universal que nos habita é o medo de que nossa vida esteja sendo desperdiçada. Que a morte nos surpreenda antes que a canção chegue ao fim. Não nos preocupamos apenas com nossa morte física, mas também, talvez de forma mais significante, com a morte simbólica. Tememos que nossa vida não tenha importância, que não tenhamos feito diferença, que não deixemos traço nesse mundo quando formos embora..."

"... A liderança transcendente dissolve os problemas corporativos mais difíceis em uma mistura líquida de significado, nobreza e virtude e solidariedade. Ela oferece um meio aos que seguem seus princípios de fazer face às angústias cruciais da existência de cada ser humano. É por isso que um líder que propõe um projeto de imortalidade simbólico, como o humanista Ernest Becker o chamou - um projeto de perenizar valores para além da vida de uma pessoa - , tem formas incríveis de tirar o que há de melhor em nós.
     No passado, esses projetos de imortalidade tomavam formas em campanhas militares e culturais baseadas na atitude de que nós somos melhores do que vocês, pois podemos derrotá-los e escravizá-los..."

"... Graças à natureza voluntária das transações, o livre mercado permite a cada parte se autoexcluir caso ele ou ela sinta que ele ou ela está se valorizando. A única forma de lucrar é fazer outras pessoas lucrarem ou melhorarem. Isso transforma interesse pessoal em serviço e imperialismo em comércio..."

"... Líderes transcendentes trabalham para coordenar os propósitos individuais daqueles a seu serviço em um propósito maior, coletivo, que torna cada pessoa também maior. Eles entendem que, se alguém quer conciliar responsabilidade e cooperação, é preciso inspirar as pessoas e criar uma cultura de comprometimento e conexão com um propósito maior..."

"... É a diferença entre remar e velejar. Um barco movido pelo vento flui em harmonia com as forças naturais. Uma empresa que avança via autoridade formal é como barco a remo. Já aquela movida por um propósito transcendente é como um veleiro com vento às costas inflando suas velas.
     Líderes transcendentes são raros. Eles existem, porém (e retrato vários deles neste livro). Inspiram seguidores não por meio do morde e assopra (oferecendo bons salários, bônus e vantagens materiais ou ameaçando-os com rebaixamento ou demissão), mas fazendo apelo à crença de que usaram seu dia fazendo bem ao mundo."

"... Empresas e outras organizações podem se tornar sedes de propósito construídas sobre fundações de benevolência, serviço e amor."

Você S/A.



Metodologia do Orçamento Base Zero

"... na metodologia base zero o cálculo começa, como o nome sugere, do zero. Nenhum departarmento da empresa inicia o ano com dinheiro em caixa. No âmbito doméstico, é como se não houvesse grana disponível para bancar aluguel, seguro do carro, almoços no restaurante aos fins de semana. Como (em tese) não há verba, você é obrigado a olhar e questionar cada despesa, priorizando o que é mais importante segundo suas aspirações. Nas corporações, isso envolve funcionários e gestores, que revisam gastos e buscam soluções para otimizá-los..."

"... O ponto de partida são as perguntas assertivas, que no caso pessoal devem ser feitas a todos, inclusive a crianças e adolescentes: o que é essencial para a nossa sobrevivência? Quais investimentos temos de fazer para conquistar nossos projetos de vida? Quais gastos não fazem mais sentido?"

"... Definidos os objetivos, agora sim é hora de passar o pente-fino em extratos, boletos e faturas do cartão de crédito. A ideia aqui é que você tenha a dimensão global dos desembolsos. Para isso, elabora uma grande lista com todos os gastos, fixos e variáveis, como moradia, alimentação e lazer. Por se tratar de um método oriundo do mundo corporativo, não há exemplo de planilhas pré-moldadas à vida doméstica. Então, use uma de sua preferência ou, se achar mais conveniente, anote num caderno mesmo. O importante é que seus custos fiquem bem visíveis."

Anna Borges, Você S/A.



Sinais de Desmotivação

"... Irritabilidade: mau humor sem motivo aparente e falta de paciência para lidar com pequenos detalhes do dia-a-dia, tanto no lado pessoal quanto no trabalho.
     Cansaço Físico e Mental: sono, indisposição e fadiga constantes, mesmo nos fins de semana.
     Projetos Atrasados: dificuldade em realizar tarefas que antes fazia com tranquilidade e sensação de que precisa organizar melhor a rotina.
     Falta de Perspectiva: não conseguir olhar para o futuro, pois não tem clareza do que deseja alcançar nos próximos anos.
     Perda de Otimismo: ver a realidade de maneira negativa e reclamar em excesso."

Natália Gomez, Você S/A



Insatisfação Empresarial

"... A verdade é a seguinte: a média gestão das companhias é o grupo mais estressado e infeliz.
     Um estudo realizado pelo Grupo Cia de Talentos em 2017 com 113 378 pessoas no Brasil e na América Latina mostrou que 22% da média gerência se considera insatisfeita ou muito insatisfeita com o trabalho atual, enquanto o percentual entre os jovens e a alta liderança ficou em 18% e 17%, respectivamente. No time dos gerentes desmotivados, quase metade (46%) afirmou que não tem desenvolvimento no cargo atual, e 45% disseram desejar fazer algo novo. No ano anterior, a pesquisa apontou que o modelo atual de trabalho não satisfaz 83% da camada intermediária. O levantamento de 2017 mostrou ainda que 31% da média gestão está incomodada com a falta de coerência entre o que se fala e o que se pratica nas empresas, enquanto 11% destacaram que o desconforto com a hierarquia impede a autonomia. Eles percebem com mais clareza a diferença entre o que é dito e os fatos.", diz Danilca Galdini, diretora da NextViem People, braço de pesquisa do Grupo Cia de Talentos."

Natália Gomez, Você S/A



segunda-feira, 24 de setembro de 2018

Objeto e Produto

"... A segunda variável é próprio objeto em si. Qualquer objeto é algo que tem uma existência que podemos apreciar, manusear, transmitir. Os objetos, de certa maneira, ultrapassam ao próprio indivíduo. Este é o problema fundamental. O objeto tem a capacidade de ultrapassar, de se tornar até mais permanente que o próprio homem. A cultura humana tem um significado que é dado pelos objetos desta própria cultura. Quer dizer, os objetos ultrapassam as vivências mesmas dos homens e, de certa maneira, são a herança que o homem deixa. Os objetos também podem ter um sentido presente e sentido passado. A Umberto Eco não interessa a prospecção do objeto. Interessa seu presente, o aqui e o agora. Talvez o quanto o objeto tem uma carga de significado e o quanto pode provocar reações a respeito de sua própria dinâmica."

"... Vejamos agora, o que é, essencialmente, Obra Aberta. Para Eco, uma obra de arte, a grosso modo, é a intenção de elaborar algo que seja inédito e que pelo mínimo, traga uma contribuição que possa alterar algo. Há um intento de inovação, de colocar algo diferente."

"... Como é que posso determinar uma obra de arte? Provavelmente não tenha parâmetros para determiná-la. Entende-se que este seja critério muito vago. Suponha-se que coloque a obra. Ela me causa um impacto, mexe comigo, me irrita. Ela teve, então, um objetivo, que foi irritar o espectador. Agora, se ela deixa o espectador encantado, fascinado, posso dizer que aquela obra é criativa. Há pesquisas neste sentido para medir a criatividade do indivíduo. Quando uma obra mexe com um  ponderável número de pessoas, então pode-se dizer que ela é uma obra de arte. Porém, isto é pouco, porque atinge a uma sociologia da arte. Uma obra de arte num momento atual pode não mexer com ninguém, mas pode ter um valor social, que é aquele valor que se deu naquele determinado momento, naquela época. Porque o indivíduo pode ser tão arguto que enxergue algo que não se conseguiu enxergar com anterioridade. Este indivíduo coloca aquilo que penetra através do tempo. Aquilo, então, é um valor geral da personalidade humana."

"... Poderíamos dizer que uma obra de arte, especificamente, deve ser o suficientemente desafiadora para que leve a contradições e incoerências, embora ela tenha uma coerência estrutural interna. Denominam isto uma obra aberta."

"... A participação do outro neste diálogo chamado arte, e aqui se coloca uma das premissas mais importantes da segunda metade do século vinte: o espectador não é espectador, mas é o continuador, o gerador de uma dinâmica artística. Ele sai desse estado de passividade receptora para entrar no estado de atividade criadora. O leitor poderia argumentar: bem, mas não se compreende a intenção do artista. Não há necessidade de entender a intenção do artista. Uma obra de arte não é para ser compreendida necessariamente, mas ser, provavelmente, incorporada, desafiada e devolvida."

"... Por isto, a arte, poderia dizer agora, é um intercâmbio humano. E a arte é uma linguagem que se refaz continuamente através dos séculos e não pode ser para uns iniciados apenas. É uma linguagem que deve estar a nível emergente e sensível. Não é apenas a inteligência que elabora a arte. É a sensibilidade que faz com que a arte seja algo manuseável, integrante da vida humana."

Psicologia da Arte, Juan José Mourino Mosquera. Editora Sulina, 1973.



Arte e Técnica

"... Este momento coincide com a ideia de que a arte não é apenas o aperfeiçoamento do homem e da sociedade.
     Read pensa que a arte é uma interação complexa e instável entre as iniciativas de um artista e as condições que a própria sociedade lhe oferece, embora nem sempre as iniciativas do indivíduo coincidam com as condições do ambiente. O artista é considerado um avançado no tempo ou um desadaptado. Segundo Hebert Read, a relação entre um artista e a sua coletividade é, em geral, uma relação ambígua e problemática. É frequente que as sociedades não saibam distinguir o quanto o artista é relevante."

"... Em seu livro Educação pela Arte afirma que a percepção estética é educação da sensibilidade. Isto é uma resposta à pergunta: por que as pessoas não compreendem arte? Por que só vêem aquilo que estão acostumadas a ver? Não será que o indivíduo precisa de uma sensibilização gradual para chegar a perceber melhor? Não será que todo o indivíduo pode ser levado a diferentes níveis de capacidade perceptual?
     No livro Imagem e Ideia, sobre a significação do valor da imagem e do valor da ideia, diz Read: uma pessoa pobre em ideias é pobre em imagens. Na medida em que se torna mais rica em ideias, vai deixando de lado as imagens, porque já tem um repertório de imagens suficientemente salutar e bom, para ter um repertório de ideias combinatórias cada vez mais eficientes."

Psicologia da Arte, Juan José Mourino Mosquera. Editora Sulina, 1973.





Simbologia

"... A diferença entre o homem e o resto dos animais não é uma diferença profunda no sentido da diversidade, mas é profunda no sentido qualitativo, pois o homem é o único animal capaz de intencionalmente fazer símbolos.
     O professor Ritchie, em seu livro História Natural da Mente esclarece que a vida mental é um processo simbólico: o ato essencial do pensamento, é a simbolização."

"... Fazer símbolos significa procurar caminhos, processos, momentos para chegar a algo, algo muito misterioso e desafiador, e que hoje está em grande moda. É saber até que ponto o cérebro tem importância na própria estrutura humana."

Psicologia da Arte, Juan José Mourino Mosquera. Editora Sulina, 1973.




Arte não é Produto - Arte Socialista

"... A história social do indivíduo e do grupo determina a arte. Mas não é só isto. Arte é, ao mesmo tempo, um problema de crítica. Algumas linhas da estética moderna consideram que arte tem obrigações. E aqui chega um dos problemas mais sérios da arte, especialmente considerada nos autores mais modernos. Dizem alguns autores que a arte deve ter uma contestação. Esta é a referência à arte mais atual e, naturalmente, esta é uma estética muito mais viável ao socialismo. A contestação se manifesta através de algo que se denominou crise da sociedade."

"... Para uma estética marxista, a arte é um processo dialético, o que quer dizer que o artista é um ser engajado. Ser artista é participar de uma crítica à sociedade, para os marxistas. Para os não marxistas, o artista é mais ou menos uma pessoa estranha, que tem um papel social não muito  determinado, e que em geral é incompreendida no processo social."

"... Em primeiro lugar, considero uma obra de arte em nossa época um intento de expressar uma determinada realidade. Uma obra de arte expressa a realidade do artista, porém, por detrás do artista está a sociedade. O artista é o veículo para devolver a obra na sociedade, mas é um veículo de dois gumes: devolve os problemas sociais interpretados por ele. O artista é uma individualidade social: ele vive a sua época, o seu momento, a sua situação."

"... Para ele é tão valiosa uma obra de arte que agrida ao público quanto a obra de arte que agrada ao público, porque o importante não é a satisfação nem a insatisfação, mas o quanto mexeu, o quanto irritou, o quanto causou efeito, porque uma obra positiva ou negativa, falando em termos de carga, já é considerada uma obra."

Psicologia da Arte, Juan José Mourino Mosquera. Editora Sulina, 1973.



Produto também é Arte - Arte Capitalista

"... Quem diz, por exemplo, que um cartaz de propaganda não é um talento artístico e altamente criador? Quem diz que um maço de cigarros não é pensado específicamente para que se consuma o cigarro? As pesquisas operacionais indicam que uma determinada carteira cigarros, a cor, a combinação de cores etc..., é também uma maneira de fazer forma artística."

Psicologia da Arte, Juan José Mourino Mosquera. Editora Sulina, 1973.






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quinta-feira, 20 de setembro de 2018

Howard Yu

"     No IMD estudamos bastante comoditização de produtos, quando as empresas apresentam algo novo e, quase da noite para o dia, são copiadas por uma companhia que fabrica algo semelhante com preço baixo, geralmente baseada na Ásia. Ou seja, é cada vez mais difícil para um produto se diferenciar no mercado. Eu queria entender o que uma organização poderia fazer para prosperar não só nos próximos dez anos mas também pelos próximos séculos. Acabei descobrindo que, muitas vezes, a solução é dar um salto de conhecimento."

"     Um provérbio chinês diz que a crise sempre é uma oportunidade. O bom de ser um país que entra atrasado no jogo é que muitas das tecnologias já foram desenvolvidas e dá para pular as etapas intermediárias de pesquisa. O ideal para os empresários é escolher um setor específico e já mirar a tecnologia mais avançada do mercado."

Howard Yu, professor do Instituto Internacional de Desenvolvimento de Gestão.


-     Eis a melhor maneira de reter ideias, evocar outras já consolidadas e criar conexões entre elas. Mas não basta passar os olhos no texto. É importante ler com atenção e, mais do que isso, parar para refletir depois que fechar o livro, a revista ou o jornal - essa estratégia ajuda a fixar o que foi aprendido.

Você S.A. Marcia Di Domenico.





sexta-feira, 14 de setembro de 2018

Profissional 2038

"     Entre as atividades que os robôs não poderão exercer está o tradicional bate-papo. Em meio a tantas profissões que deverão surgir em áreas complexas, haverá trabalho para quem estiver disposto a conversar. De acordo com o estudo 21 profissões do Futuro, da Consultoria de Tecnologia Cognizant, o cuidador ouvinte terá uma rotina simlar à do motorista de aplicativo: após se registrar no app da empresa, espera o chamado para visitar o cliente. Não aposte seu futuro em atividades repetitivas, que as máquinas podem fazer. Invista em tarefas que envolvam criatividade, originalidade e sensibilidade humana, recomenda João Lúcio de Azevedo Filho, presidente da Cognizant no Brasil."

"     Habilidade sociais em alta: Originalidade - ser capaz de ideias inesperadas e inteligentes, além de criar soluções criativas para os problemas. Fluência de ideias - produzir percepções diversificadas e criativas sobre o mesmo tema."

Você S.A.




Consciência Social

"     Se no passado, os melhores lugares para trabalhar ofereciam estabilidade e status, as companhias mais valorizadas pelo profissional do futuro serão aquelas com soluções para problemas sociais ou ambientais. Organizações menos inclusivas e sem a preocupação com a sustentabilidade perderão a capacidade de atrair jovens talentos, diz Ricardo Basaglia, diretor da consultoria de recrutamento, Michael Page."

"     ... esses empreendedores integram a primeira geração que cresceu pautada pelo imediatismo e pela gratificação instantânea das mídias sociais e dos serviços de streaming. Ainda não sabemos como uma geração que não sabe lidar com frustração e tédio vai impactar a sociedade futura, diz Paula."

Veja S.A



2038

"     Em 2038, seremos 9 bilhões de habitantes no mundo, e a demanda por fontes de energia, água e alimentos terá crescido 50%, 40% e 35%, respectivamente. Para evitar um colapso global, a economia compartilhada deverá ganhar ainda mais força. Haverá também aumento nos investimentos em soluções sustentáveis, como geração de energia renovável. Segundo a consultoria McKinsey, essas aplicações poderão gerar até 10 milhões de novos trabalhos.
      A distribuição demográfica tende a uma aglomeração ainda maior nos centros urbanos. Embora ocupem apenas 0,5% da superfície do planeta, as cidades consomem 75% dos recursos naturais. Hoje, elas abrigam 55% da população mundial. Segundo a Organização das Nações Unidas, esse número deverá saltar para 64% em 2038 - no Brasil, nove em cada dez cidadãos viverão em centros urbanos. Outro dado preocupante: nos próximos 12 anos, chegaremos a 43 megacidades ( com população superior a 10 milhões de habitantes), em comparação às atuais 33. Em 1990, eram apenas 10."

Você S.A  Agosto de 2018.




quinta-feira, 13 de setembro de 2018

Arte e Sociedade

"     Para alguns teóricos de estética, a arte é, eminentemente, social, o que quer dizer que a arte tem um papel social. Representa o momento histórico peculiar que o indivíduo vive. Esta ideia é produto de mentalidade que se instalou a partir do Renascimento, quando o artista passou a ter um papel determinado como um dos indivíduos que acelera o desenvolvimento da própria sociedade."

Psicologia da Arte, Juan Jose Mourino Mosquera. Editora Sulina, 1973.



Materialização da Obra de Arte

"     A obra de arte, na verdade, e de forma simples, é uma materialização. No meu conceito, a obra de arte é uma materialização de uma intenção expressiva. Esta é a forma mais simples de dizer o que é uma obra de arte: a materialização é uma intenção expressiva."

"     Determinada esteta expressava que a obra de arte não era nada mais e nada menos que um fragmento da natureza e que dava ao espectador uma consciência de um mundo."

"     No momento em que ele consiga fazer algo além da própria arte, a arte, tal como a entendemos em obra, provavelmente deixará de existir. E isto talvez não nos deva angustiar muito,  porque o homem encontrará outras maneiras de expressão."

"     A própria arte é a crença de um compromisso com a pessoa. É uma decisão perpetuamente renovada. É a necessidade de criar continuamente, por compromisso, porque, segundo a teoria existencialista, o homem se categoriza como homem quando acredita em seu compromisso pessoal."

"     A grandeza de uma obra artística está na possibilidade aberta pelo próprio artista de que o espectador recrie a própria obra, a incorpore e a faça sua. Esta artificialidade é essencial à obra de arte. Por isto, defendemos a ideia de que uma obra de arte deve ser artificial, e deve sê-lo porque o artificialismo não gera a mentira, mas gera a clarividência de que algo diferente do natural aconteceu."

"     Arte não é natureza. É além da natureza."

"     A arte  pode ser usufruída de formas paradoxais. Creio que a grandeza de uma obra artística reside no paradoxo, na contradição, no artificialismo e nas avenidas de pensamento que ela proporciona. A grandeza de uma obra de arte não está num único caminho interpretativo."

Psicologia da Arte, Juan Jose Mourino Mosquera. Editora Sulina, 1973.



Realidade e Objetividade

"Tal abstracionismo não foi um luxo, mas uma maneira mais honesta, mais singela, mais pura de ver a própria natureza."

"Todas as palavras que definem as épocas artísticas não têm sentido nenhum, porque uma pintura real, nada mais é do que uma abstração do real. Então, abstrair quer dizer retirar algo de algo e colocá-lo. Assim, a pura abstração não é abstração em si. Na verdade a chamada abstração é uma renunciação a pretensão de realidade e, por isto, ao ser uma renúncia a toda a pretensão de realidade, é estética pela sua própria natureza.
     Os teóricos da vanguarda nos dizem que o importante é captar, em última análise, o processo intencional; é reformular, conjugar ou estabelecer novos caminhos e de signos que levem a simbolizar e consequentemente, a pensamentos divergentes.
     Na arte, a possibilidade maior não é a convergência, mas a divergência, porque uma obra convergente nos leva a um sistema fechado de pensamento e, naturalmente, à morte prematura, morte no seu nascedouro, enquanto que o pensamento divergente abre portas para a possibilidade de avanços no próprio caminho artístico."

Psicologia da Arte, Juan José Mourino Mosquera.



Subjetividade da Arte

"Na verdade, poderíamos dizer que o universo da arte é ilusório. É um Universo de Ilusões criadas pela própria fantasia do indivíduo, ou criadas pela própria necessidade que o indivíduo tem de elaborar um mundo que o satisfaça ou que aumente sua possibilidade de realização. O grande filósofo grego Platão, em sua obra Teteu, referindo-se à pintura, disse: A pintura é um jogo de imagens, de fantasmas, e nele achamos virtualmente a conformação de um mundo desejado."

"A compreensão deste fenômeno é relativamente recente porque se analisava sempre a arte numa tríade: artista-obra-público. Hoje sabe-se que isto é uma falácia, porque na verdade, se nós conhecêssemos apenas a arte em termos de artista-obra-público, entraríamos num interjogo que é linear e todo o processo artístico é enormemente circular. A própria obra pode afetar tanto ao próprio artista, quanto ao público; e o próprio público pode afetar ao artista, como à obra."

Psicologia da Arte, Juan José Mourino Mosquera.



segunda-feira, 10 de setembro de 2018

Realidade e Ilusão

"... Na verdade, poderíamos dizer que o universo da arte é ilusório. É um universo de ilusões criadas pela própria fantasia do indivíduo, ou criadas pela própria necessidade que o indivíduo tem de elaborar um mundo que o satisfaça ou que aumente sua possibilidade de realização. O grande filósofo grego Platão, em sua obra Teteu, referindo-se à pintura, disse: A pintura é um jogo de imagens, de fantasmas, e nele achamos virtualmente a conformação de um mundo desejado."

"     A compreensão desse fenômeno é relativamente recente porque se analisava sempre a arte numa tríade: artista-obra-público. Hoje sabe-se que isto é uma falácia, porque na verdade, se nós conhecêssemos e entendêssemos apenas a arte em termos de artista-obra-público, entraríamos num interjogo que é linear e todo processo artístico é enormemente circular. A própria obra pode afetar tanto ao próprio artista, quanto ao público; e o próprio público pode afetar ao artista, como à obra."



Arte é Produto

"A arte, em todas as suas manifestações, é a vontade do homem para transcender...
     Ninguém pode negar que grande parte da cultura do século XX é uma cultura irracional. Completamente irracional e objetal. É uma cultura que valoriza os artefatos, os objetos, as coisas, as promoções, os títulos. Nietzsche, de certa maneira se encarregou de matar a figura de Deus e, ao matar a figura de Deus, os homens trataram de criar uma nova cultura. Esta nova cultura precisava achar substitutos. Os substitutos achados foram os objetos industrializados, feitos em grande escala - a estandardização. Estamos estandardizados. Por isso pensamos praticamente igual ao que pensa o grande grupo. Sentimos igualmente o que sentem as outras pessoas do grande grupo."

Psicologia da Arte, Juan José Mourino Mosquera. Editora Sulina, 1973.

Obs.: Na Idade Média, havia o teocentrismo: Deus no centro do universo. Da Idade Média até a Idade Moderna, havia o antropocentrismo: Homem no centro do universo. Em meados de transição, parece haver agora o cosmocentrismo: Ou seja, o universo no centro do universo, um pouco de egoísmo e egocentrismo de cada um diante da natureza. Pois hoje, estamos no cosmo a procura de objetos.







segunda-feira, 3 de setembro de 2018

Design Mercantil Inc - Cachorro do Mato - Marcusvinicius



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Transcendência

"... transcender é uma particular maneira de se posicionar.
     Concretamente entende-se como criar um mundo de códigos, mundo internalizado que leva o indivíduo a expressar amor, ódio, rejeição e aceitação. A transcendência humana, em termos de arte, é muito mais que um material, é muito mais que uma flor, é muito mais que um aroma, é muito mais que simplesmente uma pedra. É através dos objetos que dinamiza a própria natureza. Neste sentido os objetos são elementos retornadores da atividade artística. Na medida em que o indivíduo consegue relacionar os objetos à sua própria pessoa e dar a cada objeto uma interpretação própria, povoa o seu mundo transcendente."

" Os códigos artísticos precisam ter uma evidência cultural. Nenhum artista criou sua obra fora de uma determinada cultura. Pode a obra ser desafiadora à cultura, pode o artista ser inconformado com a cultura, mas, fatalmente, o artista construiu naquele determinado momento histórico. Pela sua própria natureza, uma obra de arte é histórica, e por seu determinado sentido, uma obra de arte é uma simbologia de toda a cultura naquele momento."

Psicologia da Arte, Juan José Mourino Mosquera. Editora Sulina, 1973.



Psiologia Organizacional

        "As teorias de Taylor e Fayol (1903) dão origem à organização mecanicista, cujo objetivo principal é a produtividade e o lucro....