"A arte, em todas as suas manifestações, é a vontade do homem para transcender...
Ninguém pode negar que grande parte da cultura do século XX é uma cultura irracional. Completamente irracional e objetal. É uma cultura que valoriza os artefatos, os objetos, as coisas, as promoções, os títulos. Nietzsche, de certa maneira se encarregou de matar a figura de Deus e, ao matar a figura de Deus, os homens trataram de criar uma nova cultura. Esta nova cultura precisava achar substitutos. Os substitutos achados foram os objetos industrializados, feitos em grande escala - a estandardização. Estamos estandardizados. Por isso pensamos praticamente igual ao que pensa o grande grupo. Sentimos igualmente o que sentem as outras pessoas do grande grupo."
Psicologia da Arte, Juan José Mourino Mosquera. Editora Sulina, 1973.
Obs.: Na Idade Média, havia o teocentrismo: Deus no centro do universo. Da Idade Média até a Idade Moderna, havia o antropocentrismo: Homem no centro do universo. Em meados de transição, parece haver agora o cosmocentrismo: Ou seja, o universo no centro do universo, um pouco de egoísmo e egocentrismo de cada um diante da natureza. Pois hoje, estamos no cosmo a procura de objetos.

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