"O sentido de um tecnicismo artístico não deveria surpreender muito ao indivíduo que vive em um mundo de máquinas e isto porque a arte assumiria um aspecto técnico bastante acentuado."
"As motivações que surgem a partir das necessidades que rodeiam o homem fazem com que a expressão seja uma legítima manifestação - resposta ao próprio espaço externo ou objetivo."
"Afinal de contas não se cria simplesmente para a satisfação do ego pessoal, mas atendendo à expansão do nosso ego social."
"Uma civilização não é só um determinado aspecto que se elimina, mas antes de tudo um elenco de elementos que se coordenam ao redor de um vivenciar humano, herdeiros de outros princípios que regeneram a vida de outros homens e que, chegando ante nós, são trabalhados de acordo com a nossa experiência e influência espacial limitada."
"Numa civilização como a nossa ou a Arte torna-se uma visão da própria expressão material do processo técnico ou ela não terá grandes possibilidades de sobrevivência. Esta ideia não é simpática sobretudo para aqueles que se movem ante uma profunda separação entre Técnica e Arte."
"Na verdade, para que a arte continue a ser a dimensão mais verídica do ser humano, ela deve expressar esse ser humano inserido atualmente num contexto altamente competitivo e cuja a meta final é a produção. Assim, arte tornou-se um produto de consumo e os artistas procuram lutar profundamente para sair deste círculo vicioso que compõe a dimensão produto-consumidor."
"A arte nasceu da vivência do indivíduo com o ambiente. É uma maneira do indivíduo colocar este encontro. No momento em que o ambiente é sumamente desafiador, mexe com as estruturas do indivíduo, sentindo ele constrangido a agir. A ação é uma maneira expressiva."
Psicologia da Arte, Juan Jose Morino Mosquera. Editora Sulina, 1973.


















