"Tal abstracionismo não foi um luxo, mas uma maneira mais honesta, mais singela, mais pura de ver a própria natureza."
"Todas as palavras que definem as épocas artísticas não têm sentido nenhum, porque uma pintura real, nada mais é do que uma abstração do real. Então, abstrair quer dizer retirar algo de algo e colocá-lo. Assim, a pura abstração não é abstração em si. Na verdade a chamada abstração é uma renunciação a pretensão de realidade e, por isto, ao ser uma renúncia a toda a pretensão de realidade, é estética pela sua própria natureza.
Os teóricos da vanguarda nos dizem que o importante é captar, em última análise, o processo intencional; é reformular, conjugar ou estabelecer novos caminhos e de signos que levem a simbolizar e consequentemente, a pensamentos divergentes.
Na arte, a possibilidade maior não é a convergência, mas a divergência, porque uma obra convergente nos leva a um sistema fechado de pensamento e, naturalmente, à morte prematura, morte no seu nascedouro, enquanto que o pensamento divergente abre portas para a possibilidade de avanços no próprio caminho artístico."
Psicologia da Arte, Juan José Mourino Mosquera.

Nenhum comentário:
Postar um comentário